Reformas curriculares no campo educativo: Políticas e práticas educacionais cotidianas e limites da perspectiva aplicacionista
DOI:
https://doi.org/10.14507/epaa.29.5969Palavras-chave:
currículo, política educacional, análise política, estrutura social, formação de professoresResumo
O processo de construção de políticas educativas tem provocado tensões que reverberam em dificuldades na análise e consideração das práticas curriculares, sobretudo em contextos de desigualdade social. As políticas e práticas educacionais apresentam-se na interface entre os campos político e educativo, estando carregadas de disputas, conflitos e interesses permeados pela busca do monopólio do poder. Nesse sentido, o objetivo principal do presente estudo foi investigar por meio de um ensaio teórico, os modos de compreensão, constituição, análise e tradução das políticas e práticas educacionais cotidianas e suas interfaces com os campos político e educativo e as relações com os diferentes agentes sociais no decorrer desse processo de atuação. As análises circunscreveram três eixos: 1) compreensão do contexto das reformas educativas; 2) análise dos limites do paradigma aplicacionista das políticas educativas; 3) proposições de outros paradigmas para as políticas e práticas educacionais na atualidade. Conclui-se que é fundamental fomentar a ruptura paradigmática nos modos de atuação nas políticas e práticas educacionais que possam romper com a racionalidade técnica e ampliar os entendimentos do ciclo de políticas, possibilitando a constituição do estatuto de autoria curricular e de valorização da prática como lócus estruturante do trabalho docente.
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